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sábado, 10 de julho de 2010

Beto Albuquerque espera que Uergs seja prioridade no novo governo

Assessoria de Imprensa, [15/01/2007]

A Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) formou suas primeiras turmas em 2006. Mas foi também neste ano que a instituição sofreu o período de maior desmonte, afirma o deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS) e um dos idealizados da universidade. “A Uergs tem um papel estratégico a desempenhar no ensino, na pesquisa e na inovação. Mas, para isso, o governo estadual precisa acelerar a institucionalização da universidade, fortalecendo-a, sob pena de inviabilizá-la, em pouco tempo”, alerta o deputado.

Segundo ele, o governo anterior não avançou etapas neste sentido – o resultado é uma universidade sem Estatuto definitivo e sem processo de eleição para reitor. “Os últimos anos foram de incerteza para a Uergs, com menos investimentos e cancelamento de vestibulares. Isso desmotivou a procura de jovens e aumentou o descrédito”, lamenta. Desde 2002, o número de inscritos em vestibular da Uergs reduziu de 8.902, na primeira edição, para 3.964, em 2006. A relação candidato por vaga caiu de 9,47, em 2002, para 4,95, em 2006. Para 2007, nem mesmo o vestibular está garantido.

A sanção do projeto de lei da Universidade Estadual – Uergs, em 10 de julho de 2001, durante o governo Olívio Dutra, marcou uma luta de mais de 15 anos da juventude gaúcha, recorda Beto. “Até então, o Rio Grande do Sul era o único entre os Estados mais importantes da Federação que ainda não possuía uma instituição estadual de ensino superior. Daí a necessidade de reagir a toda tentativa de destruí-la. É preciso resistir e trabalhar para reerguê-la”, adverte o deputado.

Apesar das dificuldades, Beto Albuquerque diz que tem esperança em dias melhores para a universidade estadual. “Espero que a nova governadora compreenda o papel importante da Uergs para a juventude e o desenvolvimento do Estado e coloque-a entre as prioridades de seu governo”, afirma.